{"id":28501,"date":"2012-03-07T13:13:37","date_gmt":"2012-03-07T13:13:37","guid":{"rendered":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/?p=28501"},"modified":"2019-01-29T19:56:50","modified_gmt":"2019-01-29T19:56:50","slug":"a-dificil-construcao-do-homem-macho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/2012\/03\/a-dificil-construcao-do-homem-macho\/","title":{"rendered":"A Dif\u00edcil Constru\u00e7\u00e3o do Homem-Macho"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; fullwidth=&#8221;on&#8221; specialty=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; next_background_color=&#8221;#000000&#8243; custom_padding_tablet=&#8221;50px|0|50px|0&#8243; custom_padding_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;ARTIGOS&#8221; scroll_down_icon=&#8221;\ue04c&#8221; background_color=&#8221;#3d4b59&#8243; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/tild3636-6265-4163-b562-616631623338__fonemma.png&#8221; \/][et_pb_fullwidth_post_title _builder_version=&#8221;3.9&#8243; featured_image=&#8221;off&#8221; categories=&#8221;off&#8221; comments=&#8221;off&#8221; \/][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; prev_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.9&#8243;]<\/p>\n<p>Quando pensamos na Humanidade, pensamos no homem e na mulher como os seus dois elementos. Durante mil\u00e9nios, evoc\u00e1mos quase sempre a figura do homem como seu cabal representante. De facto, culturalmente, sobretudo no mundo dito civilizado mas n\u00e3o s\u00f3, a figura do homem, em compara\u00e7\u00e3o com a da mulher, \u00e9 a \u201cverdadeira\u201d representante da Humanidade. A pr\u00f3pria cultura judaico-crist\u00e3 refor\u00e7ou muito essa ideia. Realmente, ainda hoje persiste a ideia do homem como o \u201csexo-forte\u201d. Mas haver\u00e1 realmente raz\u00f5es cient\u00edficas para considerar o homem \u201calgo mais\u201d do que a mulher? Naturalmente, como acontece na maioria das esp\u00e9cies sexuadas, os g\u00e9neros manifestam-se geralmente de forma diferente e assumem diferentes papeis no ecossistema. A \u201cdecis\u00e3o\u201d da natureza em tornar uma esp\u00e9cie \u201capetrechada\u201d com dois sexos distintos prende-se com a vantagem em haver mistura gen\u00e9tica, de forma a eliminar anomalias, pela exist\u00eancia no c\u00f3digo gen\u00e9tico da descend\u00eancia, de pares cromoss\u00f3micos. Uma vez que se salvaguarde a consanguinidade, as \u201ctaras\u201d cromoss\u00f3micas herdadas de um dos progenitores podem ser \u201ccompensadas\u201d pelo cromossoma hom\u00f3logo oriundo do outro progenitor. Nesse ponto a civiliza\u00e7\u00e3o tem-se portado bem e tem dificultado a consanguinidade de acordo com a \u201cintencionalidade\u201d da natureza.<\/p>\n<p>Tal dualidade cromoss\u00f3mica n\u00e3o se verifica sempre. O 23\u00ba par cromoss\u00f3mico \u00e9 na esp\u00e9cie humana constitu\u00eddo por XY no caso do macho ( e por XX no caso da f\u00eamea). Sendo o 23\u00ba par cromoss\u00f3mico o respons\u00e1vel pela express\u00e3o dos caracteres sexuais na humanidade, poder\u00edamos dizer que um homem, s\u00f3 seria t\u00e3o homem quanto uma mulher \u00e9 mulher, se, no seu 23\u00ba par cromoss\u00f3mico, existissem 2Y (YY). Tal n\u00e3o \u00e9 o caso. Parece que teremos de admitir que nesse par, o X existe como um \u201celemento de base\u201d, ao passo que o Y simbolizar\u00e1 a diferen\u00e7a sexual masculina. Mesmo nas suas variantes patol\u00f3gicas, a Natureza parece nunca ter produzido um 23\u00ba par s\u00f3 com Y ou Ys. Pelo contr\u00e1rio, existem as S\u00edndromes de Turner e de Klinefelter ( XO; XXX; XXY), mas n\u00e3o existem \u201cvariantes\u201d YO , YY ou YYY.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, o cromossoma Y \u201csurge\u201d para \u201cdesviar\u201d a tend\u00eancia natural da g\u00f3nada embrion\u00e1ria e tornar poss\u00edvel a exist\u00eancia de um test\u00edculo em vez de um ov\u00e1rio. S\u00f3 depois desse \u201cdesvio\u201d acontecer \u00e9 que se ir\u00e1 produzir uma hormona respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas masculinas \u2013 a Testosterona. Assim, parece que o programa gen\u00e9tico b\u00e1sico est\u00e1 muito mais \u201cinclinado\u201d \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de f\u00eameas do que \u00e0 de machos.<\/p>\n<p>Parece pois, que a n\u00edvel gen\u00e9tico a \u201cpr\u00e9-hist\u00f3ria\u201d do homem \u00e9 comum \u00e0 da mulher, sendo a sua diferencia\u00e7\u00e3o \u201cmais fr\u00e1gil\u201d e \u201cacidentada\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a n\u00edvel embrion\u00e1rio a \u201cpr\u00e9-hist\u00f3ria\u201d do homem \u00e9 mais complicada. Ele passar\u00e1 os seus primeiros nove meses de exist\u00eancia dentro de uma mulher, n\u00e3o dentro de um homem. Durante esse per\u00edodo, ele \u201csentir\u00e1\u201d com a sua progenitora todas as sensa\u00e7\u00f5es desta. O homem no \u00fatero vive \u201ctravestido\u201d de mulher. Enquanto que uma mulher vem de uma mulher, o pequeno macho vive durante toda a vida intra-uterina, e como rec\u00e9m-nascido, \u201cimpregnado\u201d de feminino. Existe sempre no Homem uma proto-feminilidade (Stoller). \u00c9 precisamente por essa proto-feminilidade existir que a identidade do g\u00e9nero est\u00e1, muito provavelmente, nas mulheres mais \u201calicer\u00e7ada\u201d que nos homens. Isso, porque a constru\u00e7\u00e3o de uma mulher come\u00e7a mais cedo e ocorre de forma mais natural que a constru\u00e7\u00e3o de um homem.<br \/>\nA masculinidade \u00e9 mais tardia do que a feminilidade e o rapazinho ter\u00e1 de a alcan\u00e7ar com o pr\u00f3prio esfor\u00e7o em se separar, sem problemas, da natureza feminina de quem o gerou e amamentou. Um dia, tal rapazinho conseguir\u00e1 ver na m\u00e3e um \u201cobjecto\u201d suficientemente separado de si pr\u00f3prio, de modo a poder representar um \u201cobjecto\u201d pass\u00edvel do seu desejo heterossexual.<\/p>\n<p>O conceito cl\u00e1ssico, segundo o qual a masculinidade resultaria de uma rela\u00e7\u00e3o precoce heterossexual com a m\u00e3e e a feminilidade de uma rela\u00e7\u00e3o precoce homossexual tamb\u00e9m com a m\u00e3e, parece n\u00e3o corresponder \u00e0 cronologia dos acontecimentos. Nos primeiros tempos de vida, os dois \u201cobjectos\u201d n\u00e3o existem distintamente, sendo antes um todo em perfeita simbiose.<\/p>\n<p>Tal simbiose \u00e9 prolongada muitas vezes por um pai que se mant\u00eam fisicamente afastado do homem-beb\u00e9 com medo do fantasmag\u00f3rico \u201cincesto homossexual\u201d. A maioria das vezes, o pai querer\u00e1 transmitir ao filho, muito mais do que afecto, um companheirismo baseado em afirma\u00e7\u00f5es de virilidade, tentando desenvolver nele atitudes de competitividade e de afirma\u00e7\u00e3o ora pela vit\u00f3ria, ora pela capacidade de tolerar a derrota escondendo os sentimentos ( um homem n\u00e3o chora!). O afecto \u00e9 frequentemente \u201centendido\u201d como uma manifesta\u00e7\u00e3o feminina. Uma tal estrutura\u00e7\u00e3o impedir\u00e1 os homens de serem verdadeiramente \u201c\u00edntimos\u201d nas suas rela\u00e7\u00f5es. Dar-se-\u00e3o com outros homens na procura de afirma\u00e7\u00e3o viril e numa \u201cluta\u201d onde se dilu\u00eda o mais poss\u00edvel a sua proto-feminilidade.<\/p>\n<p>A masculinidade \u00e9 um imperativo para o homem, sendo a feminilidade um fen\u00f3meno relativamente pac\u00edfico e natural para a mulher. As \u201ccicatrizes\u201d da proto-feminilidade levar\u00e3o o homem-macho a um \u201ceterno\u201d medo de homossexualidade que o tornar\u00e1 de algum modo um ser \u201cmutilado\u201d de afectos. \u00c9 assim que se torna realmente uma tarefa dif\u00edcil a constru\u00e7\u00e3o do homem-macho<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ant\u00f3nio Sampaio<br \/>\n<em>Psiquiatra<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pensamos na Humanidade, pensamos no homem e na mulher como os seus dois elementos. 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Naturalmente, como acontece na maioria das esp\u00e9cies sexuadas, os g\u00e9neros manifestam-se geralmente de forma diferente e assumem diferentes papeis no ecossistema. A \u201cdecis\u00e3o\u201d da natureza em tornar uma esp\u00e9cie \u201capetrechada\u201d com dois sexos distintos prende-se com a vantagem em haver mistura gen\u00e9tica, de forma a eliminar anomalias, pela exist\u00eancia no c\u00f3digo gen\u00e9tico da descend\u00eancia, de pares cromoss\u00f3micos. Uma vez que se salvaguarde a consanguinidade, as \u201ctaras\u201d cromoss\u00f3micas herdadas de um dos progenitores podem ser \u201ccompensadas\u201d pelo cromossoma hom\u00f3logo oriundo do outro progenitor. Nesse ponto a civiliza\u00e7\u00e3o tem-se portado bem e tem dificultado a consanguinidade de acordo com a \u201cintencionalidade\u201d da natureza.<\/p><p>Tal dualidade cromoss\u00f3mica n\u00e3o se verifica sempre. O 23\u00ba par cromoss\u00f3mico \u00e9 na esp\u00e9cie humana constitu\u00eddo por XY no caso do macho ( e por XX no caso da f\u00eamea). Sendo o 23\u00ba par cromoss\u00f3mico o respons\u00e1vel pela express\u00e3o dos caracteres sexuais na humanidade, poder\u00edamos dizer que um homem, s\u00f3 seria t\u00e3o homem quanto uma mulher \u00e9 mulher, se, no seu 23\u00ba par cromoss\u00f3mico, existissem 2Y (YY). Tal n\u00e3o \u00e9 o caso. Parece que teremos de admitir que nesse par, o X existe como um \u201celemento de base\u201d, ao passo que o Y simbolizar\u00e1 a diferen\u00e7a sexual masculina. Mesmo nas suas variantes patol\u00f3gicas, a Natureza parece nunca ter produzido um 23\u00ba par s\u00f3 com Y ou Ys. Pelo contr\u00e1rio, existem as S\u00edndromes de Turner e de Klinefelter ( XO; XXX; XXY), mas n\u00e3o existem \u201cvariantes\u201d YO , YY ou YYY.<\/p><p>Ao que tudo indica, o cromossoma Y \u201csurge\u201d para \u201cdesviar\u201d a tend\u00eancia natural da g\u00f3nada embrion\u00e1ria e tornar poss\u00edvel a exist\u00eancia de um test\u00edculo em vez de um ov\u00e1rio. S\u00f3 depois desse \u201cdesvio\u201d acontecer \u00e9 que se ir\u00e1 produzir uma hormona respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas masculinas \u2013 a Testosterona. Assim, parece que o programa gen\u00e9tico b\u00e1sico est\u00e1 muito mais \u201cinclinado\u201d \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de f\u00eameas do que \u00e0 de machos.<\/p><p>Parece pois, que a n\u00edvel gen\u00e9tico a \u201cpr\u00e9-hist\u00f3ria\u201d do homem \u00e9 comum \u00e0 da mulher, sendo a sua diferencia\u00e7\u00e3o \u201cmais fr\u00e1gil\u201d e \u201cacidentada\u201d.<\/p><p>Tamb\u00e9m a n\u00edvel embrion\u00e1rio a \u201cpr\u00e9-hist\u00f3ria\u201d do homem \u00e9 mais complicada. Ele passar\u00e1 os seus primeiros nove meses de exist\u00eancia dentro de uma mulher, n\u00e3o dentro de um homem. Durante esse per\u00edodo, ele \u201csentir\u00e1\u201d com a sua progenitora todas as sensa\u00e7\u00f5es desta. O homem no \u00fatero vive \u201ctravestido\u201d de mulher. Enquanto que uma mulher vem de uma mulher, o pequeno macho vive durante toda a vida intra-uterina, e como rec\u00e9m-nascido, \u201cimpregnado\u201d de feminino. Existe sempre no Homem uma proto-feminilidade (Stoller). \u00c9 precisamente por essa proto-feminilidade existir que a identidade do g\u00e9nero est\u00e1, muito provavelmente, nas mulheres mais \u201calicer\u00e7ada\u201d que nos homens. Isso, porque a constru\u00e7\u00e3o de uma mulher come\u00e7a mais cedo e ocorre de forma mais natural que a constru\u00e7\u00e3o de um homem.<br \/>A masculinidade \u00e9 mais tardia do que a feminilidade e o rapazinho ter\u00e1 de a alcan\u00e7ar com o pr\u00f3prio esfor\u00e7o em se separar, sem problemas, da natureza feminina de quem o gerou e amamentou. Um dia, tal rapazinho conseguir\u00e1 ver na m\u00e3e um \u201cobjecto\u201d suficientemente separado de si pr\u00f3prio, de modo a poder representar um \u201cobjecto\u201d pass\u00edvel do seu desejo heterossexual.<\/p><p>O conceito cl\u00e1ssico, segundo o qual a masculinidade resultaria de uma rela\u00e7\u00e3o precoce heterossexual com a m\u00e3e e a feminilidade de uma rela\u00e7\u00e3o precoce homossexual tamb\u00e9m com a m\u00e3e, parece n\u00e3o corresponder \u00e0 cronologia dos acontecimentos. Nos primeiros tempos de vida, os dois \u201cobjectos\u201d n\u00e3o existem distintamente, sendo antes um todo em perfeita simbiose.<\/p><p>Tal simbiose \u00e9 prolongada muitas vezes por um pai que se mant\u00eam fisicamente afastado do homem-beb\u00e9 com medo do fantasmag\u00f3rico \u201cincesto homossexual\u201d. A maioria das vezes, o pai querer\u00e1 transmitir ao filho, muito mais do que afecto, um companheirismo baseado em afirma\u00e7\u00f5es de virilidade, tentando desenvolver nele atitudes de competitividade e de afirma\u00e7\u00e3o ora pela vit\u00f3ria, ora pela capacidade de tolerar a derrota escondendo os sentimentos ( um homem n\u00e3o chora!). O afecto \u00e9 frequentemente \u201centendido\u201d como uma manifesta\u00e7\u00e3o feminina. Uma tal estrutura\u00e7\u00e3o impedir\u00e1 os homens de serem verdadeiramente \u201c\u00edntimos\u201d nas suas rela\u00e7\u00f5es. Dar-se-\u00e3o com outros homens na procura de afirma\u00e7\u00e3o viril e numa \u201cluta\u201d onde se dilu\u00eda o mais poss\u00edvel a sua proto-feminilidade.<\/p><p>A masculinidade \u00e9 um imperativo para o homem, sendo a feminilidade um fen\u00f3meno relativamente pac\u00edfico e natural para a mulher. As \u201ccicatrizes\u201d da proto-feminilidade levar\u00e3o o homem-macho a um \u201ceterno\u201d medo de homossexualidade que o tornar\u00e1 de algum modo um ser \u201cmutilado\u201d de afectos. \u00c9 assim que se torna realmente uma tarefa dif\u00edcil a constru\u00e7\u00e3o do homem-macho.<\/p><p>Ant\u00f3nio Sampaio<br \/>Psiquiatra<\/p>","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[285,23,164,99,165,279,182],"class_list":["post-28501","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-antonio-sampaio","tag-egoclinic","tag-homem","tag-humanidade","tag-mulher","tag-psiquiatra","tag-psiquiatria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28501"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29295,"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28501\/revisions\/29295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}