{"id":28517,"date":"2009-01-01T13:25:57","date_gmt":"2009-01-01T13:25:57","guid":{"rendered":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/?p=28517"},"modified":"2019-01-29T19:56:52","modified_gmt":"2019-01-29T19:56:52","slug":"novos-horizontes-da-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/2009\/01\/novos-horizontes-da-saude-mental\/","title":{"rendered":"Novos horizontes da Sa\u00fade Mental"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; fullwidth=&#8221;on&#8221; specialty=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; next_background_color=&#8221;#000000&#8243; custom_padding_tablet=&#8221;50px|0|50px|0&#8243; custom_padding_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;ARTIGOS&#8221; scroll_down_icon=&#8221;\ue04c&#8221; background_color=&#8221;#3d4b59&#8243; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/tild3636-6265-4163-b562-616631623338__fonemma.png&#8221; \/][et_pb_fullwidth_post_title _builder_version=&#8221;3.9&#8243; featured_image=&#8221;off&#8221; categories=&#8221;off&#8221; comments=&#8221;off&#8221; \/][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; prev_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text]<\/p>\n<div class=\"inartsub\"><em>Dr. Ant\u00f3nio Sampaio in BIPOLAR n\u00ba 35 &#8211; Revista da ADEB<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"inarttext\">\n<p>Por um lado o Homem \u00e9 &#8220;bestia cupid\u00edssima rerum novarum&#8221; (Santo Agostinho) &#8211; animal avid\u00edssimo de coisas novas; Por outro lado \u00e9 um animal social. Assim o Homem \u00e9 mais do que Homo Sapiens Sapiens, \u00e9 Homo Habiles, Symbolizans (criador de s\u00edmbolos) e Homo Communicans.<br \/>A Loucura \u00e9 justamente uma falha da articula\u00e7\u00e3o destas potencialidades.<\/p>\n<p>Pensar em sa\u00fade mental \u00e9 pensar no Homem na sua condi\u00e7\u00e3o de ser e de estar no mundo. De facto, sem uma reflex\u00e3o antropol\u00f3gica e social, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encarar seriamente as medidas\u00a0que devem orientar soci\u00f3logos, psic\u00f3logos, psiquiatras ou quem quer que se preocupe com os novos horizontes da sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>A psiquiatria como especialidade m\u00e9dica, se tivermos como marco Pinel (1745-1826) tem perto de duzentos anos.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIX Freud tenta dar ao conceito de inconsciente um status cient\u00edfico.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, no per\u00edodo p\u00f3s-guerra surgem os psicof\u00e1rmacos e com eles o esvaziamento das estruturas asilares e o primado da psiquiatria\u00a0comunit\u00e1ria. (A psiquiatria tinha nascido dentro dos asilos pela necessidade de abrigar, proteger, cuidar, investigar, diagnosticar e tratar os indiv\u00edduos que da loucura fossem acometidos).<\/p>\n<p>Por outro lado, tende-se para uma evolu\u00e7\u00e3o isolada cient\u00edfica ainda pouco articulada com as reais necessidades do Homem.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XXI, em plena sociedade p\u00f3s-moderna importa voltarmos a focar o Homem, a Sociedade e a Ci\u00eancia de forma interdisciplinar.<\/p>\n<p>Assim, importa dizer que o Homem da sociedade p\u00f3s-moderna n\u00e3o \u00e9 o mesmo do s\u00e9culo XIX. Ainda com cicatrizes do p\u00f3s-guerra, o Homem viu-se inundado pela sociedade de comunica\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o em massa deixou pouco espa\u00e7o para o Homo habiles (de Santo Agostinho). O Homem viu-se progressivamente impedido de sonhar, os sonhos s\u00e3o substitu\u00eddos por &#8220;imagens fant\u00e1sticas&#8221; mas elaboradas fora dele. O s\u00edmbolo do conhecimento j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o livro mas o computador. Este tira espa\u00e7o \u00e0 capacidade criativa e assim impedem o homem de imaginar de acordo com a sua ontogenia. Todo um trabalho de reelabora\u00e7\u00e3o fica comprometido. Na sociedade da comunica\u00e7\u00e3o, paradoxalmente o Homem diminuiu muito a sua comunica\u00e7\u00e3o inter-humana.<br \/>Est\u00e1 mais s\u00f3 e nem sequer est\u00e1 consigo pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Importa dizer que, sendo a ontogenia uma recapitula\u00e7\u00e3o da filogenia, estamos perante o risco de um impasse evolutivo.<\/p>\n<p>Por outro lado, a perda de valores de refer\u00eancia que se iniciou pela queda dos regimes totalit\u00e1rios quer de esquerda quer de direita, atingiu as cren\u00e7as religiosas e mais recentemente o capitalismo. A pr\u00f3pria democracia \u00e9 pouco mais do que tolerada.<\/p>\n<p>S\u00f3 mas sem referencias, na sociedade p\u00f3smoderna o Homem adopta de forma an\u00e1rquica, o narcisismo e o espect\u00e1culo. Nesta sociedade, o Homem vai perdendo a capacidade de se reinventar. Vive-se um per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Os que se adaptam remetem-se a um pensamento operativo e vivem um &#8220;espect\u00e1culo de normalidade&#8221;. Outros, &#8220;impedidos&#8221; da diferen\u00e7a, enlouquecem em sil\u00eancio. Desta maneira temos assistido ao &#8220;tr\u00e1gico cen\u00e1rio para a implos\u00e3o e explos\u00e3o da viol\u00eancia que marcam a actualidade&#8221; (Birman) e a uma &#8220;crescente volatiliz a\u00e7\u00e3o da solidariedade&#8221;.<\/p>\n<p>Na ci\u00eancia moderna o conhecimento avan\u00e7ou pela especializ a\u00e7\u00e3o. O saber cient\u00edfico dividiu-se em demasiadas parcelas cada uma chamando a si demasiado protagonismo. Foi este tamb\u00e9m o caso da psicofarmacologia. O abuso do uso dos psicof\u00e1rmacos considerados como pedra fundamental na sa\u00fade mental tem e ter\u00e1 consequ\u00eancias nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es que importa n\u00e3o subestimar.<\/p>\n<p>Com efeito, quando o Homem adoece, adoece todo. N\u00e3o \u00e9 tanto a doen\u00e7a que est\u00e1 em causa, mas o &#8220;desequil\u00edbrio&#8221;. As neuroci\u00eancias prop\u00f5em-se a encontrar factores etiol\u00f3gicos e consequentemente interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas. Contudo, apesar do reconhecimento da import\u00e2ncia dos avan\u00e7os cient\u00edficos nesta \u00e1rea, importa n\u00e3o esquecer que o Homem \u00e9, cada um, fen\u00f3meno hist\u00f3rico-biogr\u00e1fico e como tal deve ser encarado do ponto de vista do seu sofrimento psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Acresce que numa ci\u00eancia p\u00f3s-moderna os saberes cient\u00edficos devem ser considerados faixas do espectro da luz, ao encontrarem-se, poderemos aproximarmo-nos duma realidade mais &#8220;inteira&#8221;.<\/p>\n<p>Como se compreende, qualquer pol\u00edtica de sa\u00fade mental que n\u00e3o tenha em conta a realidade social e comunit\u00e1ria ser\u00e1 &#8220;est\u00e9ril&#8221;.<\/p>\n<p>Numa sociedade que se diz democr\u00e1tica n\u00e3o basta assegurar os direitos humanos. Antes \u00e9 fundamental um igual direito \u00e1 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade. A montante, torna-se importante um movimento comunit\u00e1rio que estude os aspectos sociais e comunit\u00e1rios precipitantes de doen\u00e7a mental.<br \/>&#8211; Uma assist\u00eancia comunit\u00e1ria abrangente.<\/p>\n<p><strong>Na abordagem terap\u00eautica, um plano de sa\u00fade mental para o futuro tem de ter em conta:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a mental, nomeadamente pela educa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria aos factores de risco, bem como pela triagem de situa\u00e7\u00f5es de risco.<\/li>\n<li>A promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental das popula\u00e7\u00f5es, nomeadamente pela facilita\u00e7\u00e3o de acesso a uma interven\u00e7\u00e3o atempada.<\/li>\n<li>A promo\u00e7\u00e3o de um adequado n\u00famero de intervenientes terap\u00eauticos de forma a assegurar uma humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade mental. Neste ponto cabe valorizar e apoiar as organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias para a educa\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o na sa\u00fade.<\/li>\n<li>Uma articula\u00e7\u00e3o interdisciplinar sem por em causa a rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Dr. Ant\u00f3nio Sampaio<br \/><em>M\u00e9dico Psiquiatra<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por um lado o Homem \u00e9 &#8220;bestia cupid\u00edssima rerum novarum&#8221; (Santo Agostinho) &#8211; animal avid\u00edssimo de coisas novas;<br \/>\nPor outro lado \u00e9 um animal social. 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De facto, sem uma reflex\u00e3o antropol\u00f3gica e social, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encarar seriamente as medidas\u00a0que devem orientar soci\u00f3logos, psic\u00f3logos, psiquiatras ou quem quer que se preocupe com os novos horizontes da sa\u00fade mental.<\/p><p>A psiquiatria como especialidade m\u00e9dica, se tivermos como marco Pinel (1745-1826) tem perto de duzentos anos.<\/p><p>No s\u00e9culo XIX Freud tenta dar ao conceito de inconsciente um status cient\u00edfico.<\/p><p>No s\u00e9culo XX, no per\u00edodo p\u00f3s-guerra surgem os psicof\u00e1rmacos e com eles o esvaziamento das estruturas asilares e o primado da psiquiatria\u00a0comunit\u00e1ria. (A psiquiatria tinha nascido dentro dos asilos pela necessidade de abrigar, proteger, cuidar, investigar, diagnosticar e tratar os indiv\u00edduos que da loucura fossem acometidos).<\/p><p>Por outro lado, tende-se para uma evolu\u00e7\u00e3o isolada cient\u00edfica ainda pouco articulada com as reais necessidades do Homem.<\/p><p>No s\u00e9culo XXI, em plena sociedade p\u00f3s-moderna importa voltarmos a focar o Homem, a Sociedade e a Ci\u00eancia de forma interdisciplinar.<\/p><p>Assim, importa dizer que o Homem da sociedade p\u00f3s-moderna n\u00e3o \u00e9 o mesmo do s\u00e9culo XIX. Ainda com cicatrizes do p\u00f3s-guerra, o Homem viu-se inundado pela sociedade de comunica\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o em massa deixou pouco espa\u00e7o para o Homo habiles (de Santo Agostinho). O Homem viu-se progressivamente impedido de sonhar, os sonhos s\u00e3o substitu\u00eddos por \"imagens fant\u00e1sticas\" mas elaboradas fora dele. 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A pr\u00f3pria democracia \u00e9 pouco mais do que tolerada.<\/p><p>S\u00f3 mas sem referencias, na sociedade p\u00f3smoderna o Homem adopta de forma an\u00e1rquica, o narcisismo e o espect\u00e1culo. Nesta sociedade, o Homem vai perdendo a capacidade de se reinventar. Vive-se um per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Os que se adaptam remetem-se a um pensamento operativo e vivem um \"espect\u00e1culo de normalidade\". Outros, \"impedidos\" da diferen\u00e7a, enlouquecem em sil\u00eancio. Desta maneira temos assistido ao \"tr\u00e1gico cen\u00e1rio para a implos\u00e3o e explos\u00e3o da viol\u00eancia que marcam a actualidade\" (Birman) e a uma \"crescente volatiliz a\u00e7\u00e3o da solidariedade\".<\/p><p>Na ci\u00eancia moderna o conhecimento avan\u00e7ou pela especializ a\u00e7\u00e3o. O saber cient\u00edfico dividiu-se em demasiadas parcelas cada uma chamando a si demasiado protagonismo. Foi este tamb\u00e9m o caso da psicofarmacologia. O abuso do uso dos psicof\u00e1rmacos considerados como pedra fundamental na sa\u00fade mental tem e ter\u00e1 consequ\u00eancias nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es que importa n\u00e3o subestimar.<\/p><p>Com efeito, quando o Homem adoece, adoece todo. N\u00e3o \u00e9 tanto a doen\u00e7a que est\u00e1 em causa, mas o \"desequil\u00edbrio\". As neuroci\u00eancias prop\u00f5em-se a encontrar factores etiol\u00f3gicos e consequentemente interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas. Contudo, apesar do reconhecimento da import\u00e2ncia dos avan\u00e7os cient\u00edficos nesta \u00e1rea, importa n\u00e3o esquecer que o Homem \u00e9, cada um, fen\u00f3meno hist\u00f3rico-biogr\u00e1fico e como tal deve ser encarado do ponto de vista do seu sofrimento psicol\u00f3gico.<\/p><p>Acresce que numa ci\u00eancia p\u00f3s-moderna os saberes cient\u00edficos devem ser considerados faixas do espectro da luz, ao encontrarem-se, poderemos aproximarmo-nos duma realidade mais \"inteira\".<\/p><p>Como se compreende, qualquer pol\u00edtica de sa\u00fade mental que n\u00e3o tenha em conta a realidade social e comunit\u00e1ria ser\u00e1 \"est\u00e9ril\".<\/p><p>Numa sociedade que se diz democr\u00e1tica n\u00e3o basta assegurar os direitos humanos. Antes \u00e9 fundamental um igual direito \u00e1 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade. A montante, torna-se importante um movimento comunit\u00e1rio que estude os aspectos sociais e comunit\u00e1rios precipitantes de doen\u00e7a mental.<br \/>- Uma assist\u00eancia comunit\u00e1ria abrangente.<\/p><p><strong>Na abordagem terap\u00eautica, um plano de sa\u00fade mental para o futuro tem de ter em conta:<\/strong><\/p><ul><li>A preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a mental, nomeadamente pela educa\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria aos factores de risco, bem como pela triagem de situa\u00e7\u00f5es de risco.<\/li><li>A promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental das popula\u00e7\u00f5es, nomeadamente pela facilita\u00e7\u00e3o de acesso a uma interven\u00e7\u00e3o atempada.<\/li><li>A promo\u00e7\u00e3o de um adequado n\u00famero de intervenientes terap\u00eauticos de forma a assegurar uma humaniza\u00e7\u00e3o dos cuidados de sa\u00fade mental. 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