{"id":28529,"date":"2005-01-01T13:32:46","date_gmt":"2005-01-01T13:32:46","guid":{"rendered":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/?p=28529"},"modified":"2019-01-29T19:56:52","modified_gmt":"2019-01-29T19:56:52","slug":"quando-ter-um-filho-leva-a-uma-tempestade-de-sentimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/2005\/01\/quando-ter-um-filho-leva-a-uma-tempestade-de-sentimentos\/","title":{"rendered":"Quando ter um filho leva a uma tempestade de sentimentos"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; width_unit=&#8221;off&#8221; fullwidth=&#8221;on&#8221; specialty=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; next_background_color=&#8221;#000000&#8243; custom_padding_tablet=&#8221;50px|0|50px|0&#8243; custom_padding_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;ARTIGOS&#8221; scroll_down_icon=&#8221;\ue04c&#8221; background_color=&#8221;#3d4b59&#8243; _builder_version=&#8221;3.9&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/egoclinic.pt\/PT\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/tild3636-6265-4163-b562-616631623338__fonemma.png&#8221; \/][et_pb_fullwidth_post_title _builder_version=&#8221;3.9&#8243; featured_image=&#8221;off&#8221; categories=&#8221;off&#8221; comments=&#8221;off&#8221; \/][\/et_pb_section][et_pb_section bb_built=&#8221;1&#8243; prev_background_color=&#8221;#000000&#8243;][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text]<\/p>\n<div class=\"inartsub\"><em>Dr. Ant\u00f3nio Sampaio in BIPOLAR n\u00ba27 &#8211; Revista da ADEB<\/em><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div class=\"inarttext\">\n<p>Em qualquer per\u00edodo da nossa exist\u00eancia pode acontecer a doen\u00e7a mental. Contudo esta \u00e9 mais prov\u00e1vel nas alturas de grandes desafios (sociais, mentais e \/ ou fisiol\u00f3gicos) como s\u00e3o os de transi\u00e7\u00e3o entre estados de matura\u00e7\u00e3o. Em alguns de n\u00f3s \u00e9 mais dif\u00edcil a puberdade, a passagem para a vida adulta (no seu processo de autonomia) e envelhecer (na adapta\u00e7\u00e3o a uma perda de capacidades f\u00edsicas e de exig\u00eancias, mesmo sociais). A mulher tendo o privil\u00e9gio de poder gerar uma vida enfrenta pelo menos mais dois per\u00edodos cr\u00edticos: o da gravidez e parto e o da menopausa (na qual tal privil\u00e9gio lhe \u00e9 tirado).<\/p>\n<p>A gravidez leva geralmente a um bem estar psicol\u00f3gico enquanto o corpo se modifica e &#8220;cede&#8221;. O nascimento do filho leva a enfrentar uma nova realidade: a simbiose dos dois seres, m\u00e3e e filho, deixa de ser impl\u00edcita para passar a ter de ser explicita. O &#8220;jogo&#8221; passa a ser inter-activo. Tal facto exige da mulher uma excepcional abnega\u00e7\u00e3o e entrega, levando-a a sucessivos movimentos de abdica\u00e7\u00e3o de si pr\u00f3pria. A &#8220;Tristeza da maternidade&#8221; ou &#8220;Post-partum blues&#8221; \u00e9 um dist\u00farbio do humor que consiste em labilidade emocional, frequentes sentimentos de tristeza ainda que ligeira, de desamparo e crises de choro. Tais epis\u00f3dios s\u00e3o geralmente de curta dura\u00e7\u00e3o (de cerca de uma semana) e aparecem geralmente ap\u00f3s o 3\u00ba dia a seguir ao parto. Esta situa\u00e7\u00e3o observa-se em cerca de 50 a 80 % das mulheres. \u00c9 prov\u00e1vel que a sua origem esteja tamb\u00e9m ligada \u00e0s altera\u00e7\u00f5es hormonais que ocorrem neste per\u00edodo. Com efeito, este dist\u00farbio \u00e9 mais frequente nas mulheres com hist\u00f3ria de s\u00edndroma pr\u00e9-menstrual (sensa\u00e7\u00e3o de malestar f\u00edsico e psicol\u00f3gico que se inicia geralmente com a ovula\u00e7\u00e3o e se agudiza poucos dias antes do per\u00edodo menstrual).<\/p>\n<p>Embora muito menos frequente (de 1 a 2 em cada 1000 partos) pode acontecer que a mulher que teve um filho desenvolva um quadro de depress\u00e3o grave que pode incluir diminui\u00e7\u00e3o de energia, perda de auto-estima, irritabilidade e sentimentos incapacidade e mesmo de culpabilidade. Nalguns casos a sintomatologia psic\u00f3tica \u00e9 mais severa e a m\u00e3e pode sentir que n\u00e3o se interessa pelo b\u00e9b\u00e9, que quer mal tanto a si como ao rec\u00e9m-nascido. Esta sintomatologia pode incluir ideias delirantes de que o b\u00e9b\u00e9 tem anomalias graves, n\u00e3o nasceu ou de que est\u00e1 morto. Quando existem alucina\u00e7\u00f5es a m\u00e3e pode\u00a0&#8220;ouvir&#8221; vozes que lhe ordenam para fazer mal ao b\u00e9b\u00e9. O suic\u00eddio pode ocorrer nas psicoses puerperais.<\/p>\n<p>Se na situa\u00e7\u00e3o de &#8220;Post-partum blues&#8221; \u00e9 poss\u00edvel encontrarmos alguma l\u00f3gica antropol\u00f3gica na medida em que a m\u00e3e se recolhe e tenta compensar os sentimentos de tristeza e de desamparo por um refor\u00e7o da sua liga\u00e7\u00e3o ao b\u00e9b\u00e9, j\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o de depress\u00e3o grave e de psicose puerperal tal n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel e tais situa\u00e7\u00f5es t\u00eam de ser encaradas como patol\u00f3gicas. Com efeito os &#8220;Post-partum blues&#8221; evoluem geralmente para a completa normalidade ao fim de sete a dez dias exigindo apenas alguma vigil\u00e2ncia. J\u00e1 a depress\u00e3o grave deve ser tratada com o apoio familiar em ambulat\u00f3rio recorrendo ao uso de antidepressivos sedativos e apoio psicoterap\u00eautico. A psicose puerperal al\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o de terap\u00eautica psicofarmacol\u00f3gica, requer a hospitaliza\u00e7\u00e3o como medida de preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio e do infantic\u00eddio. A import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico e do tratamento precoce \u00e9 ainda importante por se verificar que o progn\u00f3stico \u00e9 favor\u00e1vel quando assim acontece. Pelo contr\u00e1rio quando o diagn\u00f3stico\u00a0e o tratamento da psicose puerperal tardam, al\u00e9m dos riscos inerentes, verifica-se uma maior tend\u00eancia para a cronicidade de resist\u00eancia \u00e0 terap\u00eautica.<\/p>\n<p>Assim o despiste, durante a gravidez, de factores de risco para desenvolver uma psicose puerperal deveriam ser sistematicamente pesquisados. Entre estes est\u00e3o naturalmente os antecedentes pessoais de doen\u00e7a psiqui\u00e1trica mas ainda outros factores como:<\/p>\n<ul>\n<li>falta de motiva\u00e7\u00e3o ou sentimentos ambivalentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidez;<\/li>\n<li>prec\u00e1rio suporte socio-econ\u00f3mico;<\/li>\n<li>antecedentes de perda precoce (p. ex: perda da m\u00e3e na inf\u00e2ncia);<\/li>\n<li>conflitos de identidade sexual;<\/li>\n<li>situa\u00e7\u00e3o de conflito grave quer conjugal, quer familiar e a aus\u00eancia f\u00edsica ou emocional do pai durante a gesta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Vale a pena acrescentar que as situa\u00e7\u00f5es descritas t\u00eam sido sub-diagnosticadas e que uma maior sensibiliza\u00e7\u00e3o pode realmente fazer toda a diferen\u00e7a em termos de evolu\u00e7\u00e3o e progn\u00f3stico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ant\u00f3nio Sampaio<br \/><em>Assistente Graduado de Psiquiatria do H.J.M.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em qualquer per\u00edodo da nossa exist\u00eancia pode acontecer a doen\u00e7a mental. 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Com efeito, este dist\u00farbio \u00e9 mais frequente nas mulheres com hist\u00f3ria de s\u00edndroma pr\u00e9-menstrual (sensa\u00e7\u00e3o de malestar f\u00edsico e psicol\u00f3gico que se inicia geralmente com a ovula\u00e7\u00e3o e se agudiza poucos dias antes do per\u00edodo menstrual).<\/p><p>Embora muito menos frequente (de 1 a 2 em cada 1000 partos) pode acontecer que a mulher que teve um filho desenvolva um quadro de depress\u00e3o grave que pode incluir diminui\u00e7\u00e3o de energia, perda de auto-estima, irritabilidade e sentimentos incapacidade e mesmo de culpabilidade. Nalguns casos a sintomatologia psic\u00f3tica \u00e9 mais severa e a m\u00e3e pode sentir que n\u00e3o se interessa pelo b\u00e9b\u00e9, que quer mal tanto a si como ao rec\u00e9m-nascido. Esta sintomatologia pode incluir ideias delirantes de que o b\u00e9b\u00e9 tem anomalias graves, n\u00e3o nasceu ou de que est\u00e1 morto. 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A psicose puerperal al\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o de terap\u00eautica psicofarmacol\u00f3gica, requer a hospitaliza\u00e7\u00e3o como medida de preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio e do infantic\u00eddio. A import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico e do tratamento precoce \u00e9 ainda importante por se verificar que o progn\u00f3stico \u00e9 favor\u00e1vel quando assim acontece. Pelo contr\u00e1rio quando o diagn\u00f3stico\u00a0e o tratamento da psicose puerperal tardam, al\u00e9m dos riscos inerentes, verifica-se uma maior tend\u00eancia para a cronicidade de resist\u00eancia \u00e0 terap\u00eautica.<\/p><p>Assim o despiste, durante a gravidez, de factores de risco para desenvolver uma psicose puerperal deveriam ser sistematicamente pesquisados. 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